Archive for October, 2008

Melhores coreografias em vídeos de música

Monday, October 27th, 2008

Estava a rever este vídeo dos Moloko, Forever More, e achei que a coreografia estava bastante engraçada. Lembrei-me de mais alguns vídeos com coreografias interessantes e decidi juntá-los aqui.

Mologo: Forever More

Björk: It’s oh so quiet!

Daft Punk: Around the world

Jamiroquai: Virtual Insanity

E claro, o grande clássico dos Temptations: My girl, não podia ser excluído.

Este é o melhor, mas não dá para se embedido: http://www.youtube.com/watch?v=ltRwmgYEUr8

Este também é bom, mas não tão bom.

Este não são coreografias propriamente ditas, mas são bastante curiosos:

Justice vs Simian: We are Friends (dica da Ana V. S.):

E MGMT: Time to pretend (dica da Ana V.S. e do Nuno F.):

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Como está a robótica?

Monday, October 27th, 2008

Hoje vi um artigo que comentava um dos projectos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América sobre robôts. O objectivo é:

“Develop a software and sensor package to enable a team of robots to search for and detect human presence in an indoor environment.”

Nada de mais, o mais interessante está no meio do texto, quando dizem:

“This topic seeks to merge these research areas and develop a software/hardware suit that would enable a multi-robot team, together with a human operator, to search for and detect a non-cooperative human subject.”

Um bocado assustador e Orwelliano, não?

Fiquei curioso sobre o estado da arte da robótica, por isso fui procurar no youtube alguns vídeos. Devem estar bastante desfasados do estado da arte, mas dá para extrapolar.

Robôts que fazem kung fu com bastante fluidez, da sony, salvo erro.

Big dog, um quadrupede com um equilíbrio incrível.

Braço prostético, controlado por impulso nervosos.

Um braço robótico ligado directamente ao cérebro de um macaco.

O robot da Honda, também com um equilíbrio incrível.

Mais um humanoide.

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O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas

Saturday, October 25th, 2008

Recentemente entrei em discussão com um blogger que também é repórter do Expresso, chamado Paulo Querido, tudo circulou em torno deste de um post intitulado Magalhães o sucesso público. Podem ler o post e ver melhor o que é dito lá, mas resumindo, é defendido que é algo excepcional para o desenvolvimento do país, não só porque estimula as crianças, eliminando a info-exclusão, como também é um grande impulsionador do desenvolvimento tecnológico do país porque o computador é feito em Portugal.

Não vou entrar nos detalhes da discussão toda, vou-me centrar na parte do desenvolvimento tecnológico do país. O Magalhães é um computador portátil desenvolvido pela Intel, baseado no OLPC, mas com uma arquitectura completamente fechada. Em Portugal iremos apenas assemblar peças que já vêem pré-feitas de outro lado qualquer. Acresce a isto o facto de não ser possível aceder aos blueprints do computador. Resumindo, não há qualquer benefício para o país em termos de desenvolvimento tecnológico, tanto como uma fábrica da Volkswagen nos permitiu desenvolver um carro português.

O mais interessante é o facto de existirem alternativas completamente abertas de computadores portáteis com características técnicas semelhantes, como por exemplo o projecto da VIA, openbook. Se esta plataforma tivesse sido escolhida parao investimento do Estado seria talvez um bom pontapé de saída para algum desenvolvimento tecnológico em Portugal. Esta sim, poderia criar a “semente do hacker” (como diz o Paulo Querido). Aí sim, talvez pudéssemos ver universidades a desenvolverem, a partir do que já existe, nova tecnologia. Poderíamos deixar de ser macaquinhos de imitação.

Era bom…

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A explosão dos comuns?

Friday, October 24th, 2008

Opensource:

“is a development method for software that harnesses the power of distributed peer review and transparency of process. The promise of open source is better quality, higher reliability, more flexibility, lower cost, and an end to predatory vendor lock-in.”

opensource initialive

http://www.opensource.org

Muito se tem defendido a propriedade privada, quer de bens físicos quer intelectuais. Tem sido sempre vista como um pilar imprescindível à sustentação da inovação, do desenvolvimento, do progresso. O grande argumento para a sustentação vem do facto de apenas a propriedade privada assegurar o incentivo necessário a que as pessoas criem algo novo, seja material, seja intelectual.

É interessante ver como, cada vez, surgem projectos, bastante sólidos, que contradizem estas aparentes verdades irrefutáveis.

Não vou entrar no software livre, já tão batido. Encontrei recentemente este artigo sobre uma empresa italiana chamada Arduino que concebeu, desenvolveu e agora contrói e vende uma placa controladora, sim daquelas que, por exemplo, os estudantes usam para fazer projectos de sistemas de aquisição de dados. É um microprocessador, com uma linguagem de programação própria, desenvolvida pela empresa, e uma série de possibilidades de entradas e saídas. Nada de muito inovador, tirando o facto de ser bastante bem recebida pelos utilizadores e, pasmem-se, ser completamente aberta. Sim, todos os esquemáticos estão disponíveis para download e os criadores incentivam vivamente a cópia e a produção em larga escala.

 Curioso, não é?

1- O facto de a empresa estar funcional, emprega pessoas e continua a vender produtos.

2- O facto de os criadores não terem como objectivo único o lucro, mas sim a satisfação das pessoas que utilizam o produto deles e o desenvolvimento do produto.

Um bocado contrário aos valores que nos entram pelas orelhas dentro diariamente.

No artigo é dito relativamente a um dos criadores da placa:

“describes himself as a left-leaning academic who’s less interested in making money than in inspiring creativity and having his invention used widely. If other people make copies of it, all the better; it will gain more renown.”

 Felizmente parece que há outros valores pelos quais as pessoas se regem

 -artur palha

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Documentário: Money as debt

Friday, October 24th, 2008

O meu amigo Guillaume encontrou este vídeo e, numa troca de emails sobre o nosso sistema económico recomendou-me este vídeo. Vi-o hoje, já pela madrugada dentro. Está muito interessante. É espantoso como a questão é tão simples mas não está presente em quase ninguém. A mim esclareceu-me algumas ideias.

Uma coisa interessante que o filme não foca, ou só muito superficialmente, é o papel do lucro na questão do dinheiro e a sua ligação com o crédito. Sim, porque não concordo que os únicos maus da fita são os banqueiros.

Era interessante fazer um estudo de fluxos de dinheiro e ver que numa empresa os produtos postos no mercado somam, por exemplo 1000€, dos quais 600€ vão para pagar o valor incorporado nos produtos através do trabalho e as matérias primas, os outros 400€ são o chamado lucro. A questão é que os produtos colocados à venda pela empresa e que devem ser consumidos, essencialmente pelos trabalhadores (são a maioria da população) não podem ser totalmente consumidos porque o dinheiro que receberam (600€) é menos que o valor total dos produtos postos em circulação (1000€). Gera-se aqui um problema de sobreprodução.

A questão que coloco é esta: até que ponto a questão do crédito não é uma questão de “que maus são os banqueiros” mas sim que peça chave são estes banqueiros para o esquema irracional deste sistema económico?

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Björk fala sobre como funciona a TV

Wednesday, October 22nd, 2008

Encontrei este vídeo da Björk, já um pouco antigo, a explicar como funcioana a TV. É engraçado que a Björk está a encarnar a sua personagem “islandesa que vive na Islândia, um país onde só há gelo e por isso é muito ingénua”. Só depois de ter visto algumas entrevistas dela é que percebi que não é mesmo assim de facto. Esta aparente ingenuidade quase de menina é uma personagem dela.

Voltando ao vídeo. Encontrei-o aqui:  hackaday

Não é propriamente uma explicação do funcionamento dos raios catódicos, é sim uma visão com uma roupagem ingénua, mas muito lúcida de poder alienante da televisão e do cientifismo.

No entanto é estranho e parece que ela acha que esta visão de que a televisão são mentiras de poetas. Eu acho que está a ser ingénua e faz também uma crítica ao cientifismo.

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