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	<title>Comments for blogopalha</title>
	<link>http://blog.palha.org</link>
	<description>experiências do dia a dia / day by day experiences</description>
	<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:32:39 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>Comment on Installing deal.II v6.2.1 (deal II) on Mac OSX v10.5.8 by gorkiana</title>
		<link>http://blog.palha.org/programming/installing-dealii-v621-deal-ii-on-mac-osx-v1058#comment-2515</link>
		<dc:creator>gorkiana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 07:50:15 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/programming/installing-dealii-v621-deal-ii-on-mac-osx-v1058#comment-2515</guid>
		<description>:-) Yes, that is true, thanks!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p> <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> Yes, that is true, thanks!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on Installing deal.II v6.2.1 (deal II) on Mac OSX v10.5.8 by Jeff Squyres</title>
		<link>http://blog.palha.org/programming/installing-dealii-v621-deal-ii-on-mac-osx-v1058#comment-2512</link>
		<dc:creator>Jeff Squyres</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 21:17:48 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/programming/installing-dealii-v621-deal-ii-on-mac-osx-v1058#comment-2512</guid>
		<description>FWIW, you can "make -j 4 all" to build Open MPI a bit faster.  :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>FWIW, you can &#8220;make -j 4 all&#8221; to build Open MPI a bit faster.  <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on A explosão dos comuns? by artur palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2253</link>
		<dc:creator>artur palha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 10:43:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2253</guid>
		<description>Grande Guillaume!

Estamos completamente sintonizados. É incrível ver como actualmente grande parte dos projectos mundialmente reconhecidos são do domínio público. Wikipedia, Linux, Firefox, Arduino, Python e outros. Penso que está mesmo a haver uma explosão dos comuns. No software é mais fácil (ou menos difícil) requer menos investimentos. Já ho hardware é mais difícil, porque o investimento é maior. No entanto as empresas começam a ver que o poder criativo massificado é muito mais lucrativo. Para não falar no que tu disseste: "maximizar a interacção de meninges". Para mim, e acho que para ti também, o objectivo é esse mesmo, desenvolvimento humano. Isso só se consegue com toda a gente a pensar e a poder hackar tudo, livremente.

Sim, creative commons conheço bastante bem. Já leste o Lawrence Lessig? É o "pai" ou um dos pais do creative commons. Ainda só li o "The Future of Ideas: The Fate of the Commons in a Connected World", mas tenho o outro "Free Culture: The Nature and Future of Creativity" (foram os dois uma prenda da Ana). O gajo é bastante referenciado no XKCD.

http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&#38;search-type=ss&#38;index=books&#38;field-author=Lawrence%20Lessig

Discordo de alguns pontos de vista dele, ligados à economia em geral (ele acredita ainda um bocado na mão invisível do mercado, à lá Adam Smith e Milton Freedman), mas no essencial da posição dele quanto à propriedade intelectual concordo. Se quiseres empresto-te os livros, em Dezembro.

Só para me gabar, agora estou a fazer um sofá, fiz o projecto todo, e vou montá-lo. Achei que era ridículo comprar um já feito no IKEA que não gostava muito. Por isso decidi fazê-lo. No entanto o investimento de tempo é grande, principalmente no projecto, senão não ficam bem. Por isso decidi fazer um projecto a sério. Durante esta semana vou terminar de construir, vou colocar aqui os planos todos com as peças e fotos da construção. Quem quiserer copiar e melhorar que o faça, não tem de partir de onde eu parti.

Para mim a chave é essa mesma o melhorar, não inventar de novo a roda, como disse o Newton: 

"If I have seen further it is only by standing on the shoulders of Giants." 

Não acho que eu seja um gigante, mas muitos como eu fazem gigantes. :-)

Para terminar, isto faz-me sempre lembrar a nossa luta em Física para o banco de trabalhos, fruto da tua ideia e do Paulo.

Abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Guillaume!</p>
<p>Estamos completamente sintonizados. É incrível ver como actualmente grande parte dos projectos mundialmente reconhecidos são do domínio público. Wikipedia, Linux, Firefox, Arduino, Python e outros. Penso que está mesmo a haver uma explosão dos comuns. No software é mais fácil (ou menos difícil) requer menos investimentos. Já ho hardware é mais difícil, porque o investimento é maior. No entanto as empresas começam a ver que o poder criativo massificado é muito mais lucrativo. Para não falar no que tu disseste: &#8220;maximizar a interacção de meninges&#8221;. Para mim, e acho que para ti também, o objectivo é esse mesmo, desenvolvimento humano. Isso só se consegue com toda a gente a pensar e a poder hackar tudo, livremente.</p>
<p>Sim, creative commons conheço bastante bem. Já leste o Lawrence Lessig? É o &#8220;pai&#8221; ou um dos pais do creative commons. Ainda só li o &#8220;The Future of Ideas: The Fate of the Commons in a Connected World&#8221;, mas tenho o outro &#8220;Free Culture: The Nature and Future of Creativity&#8221; (foram os dois uma prenda da Ana). O gajo é bastante referenciado no XKCD.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Lawrence%20Lessig" rel="nofollow">http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Lawrence%20Lessig</a></p>
<p>Discordo de alguns pontos de vista dele, ligados à economia em geral (ele acredita ainda um bocado na mão invisível do mercado, à lá Adam Smith e Milton Freedman), mas no essencial da posição dele quanto à propriedade intelectual concordo. Se quiseres empresto-te os livros, em Dezembro.</p>
<p>Só para me gabar, agora estou a fazer um sofá, fiz o projecto todo, e vou montá-lo. Achei que era ridículo comprar um já feito no IKEA que não gostava muito. Por isso decidi fazê-lo. No entanto o investimento de tempo é grande, principalmente no projecto, senão não ficam bem. Por isso decidi fazer um projecto a sério. Durante esta semana vou terminar de construir, vou colocar aqui os planos todos com as peças e fotos da construção. Quem quiserer copiar e melhorar que o faça, não tem de partir de onde eu parti.</p>
<p>Para mim a chave é essa mesma o melhorar, não inventar de novo a roda, como disse o Newton: </p>
<p>&#8220;If I have seen further it is only by standing on the shoulders of Giants.&#8221; </p>
<p>Não acho que eu seja um gigante, mas muitos como eu fazem gigantes. <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Para terminar, isto faz-me sempre lembrar a nossa luta em Física para o banco de trabalhos, fruto da tua ideia e do Paulo.</p>
<p>Abraço!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on A explosão dos comuns? by Guillaume Riflet</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2237</link>
		<dc:creator>Guillaume Riflet</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 00:36:48 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2237</guid>
		<description>As placas Arduino são muito fixes. Durante a Shift08 (http://shift.pt) houve uma workshop com elas. São o hardware electrotécnico de eleição dos hackers europeus da nova vaga. Eu estive noutra workshop com o Tijmen Schep. Um artista/hacker holandês do wireless.

Conheces o conceito de Creative Commons? Muito bom.

Na minha opinião, desde que apreendi Platão e o Mundo das Ideias que descobri que nada é inventado e que tudo é descoberto. A partir desse ponto achei que  era tão ridiculo reclamar posse duma terra apenas por pisá-la pela primeira vez, à imagem do Cristóvão Colombo ao descobrir a América, como era reclamar posse dum texto escrito ou duma ideia aparentemente original. Nada é original. Tudo nos influencia. Somos uma gigantesca comunidade global e co-criativa. E a mim, tudo o que me interessa, é de maximizar a superfície de interacção entre as meninges.

A propriedade material ou intelectual são perfeitas aberrações sem sentido. Aliás, sempre o pensei desde que copiava software pirata em disquetes ou descarregava músicas no Napster.

E a net é o instrumento que mostra até que ponto é que as patentes e os copyrights das casas de publicação (de software, de livros ou de música) são ridículos! "Re-think copyright" dizia aquele antropólogo brilhante do vídeo do "The Web is US-ing US",

O DRM é a maior barbaridade conceptual do século XXI. Um erro crasso e insustentável que cairá sobre o próprio peso do ridículo que encerra em si mesmo.

E eu rejubilo interiormente sempre que vejo algum retrógada a tentar impor alguma forma de travão a essa força da natureza que é a web, um espaço comum de dados, informação e ideias que pertence a todos.

Portanto eu reclino-me e aprecio a visão das casas de publicação lentamente a rolarem uma a uma...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As placas Arduino são muito fixes. Durante a Shift08 (http://shift.pt) houve uma workshop com elas. São o hardware electrotécnico de eleição dos hackers europeus da nova vaga. Eu estive noutra workshop com o Tijmen Schep. Um artista/hacker holandês do wireless.</p>
<p>Conheces o conceito de Creative Commons? Muito bom.</p>
<p>Na minha opinião, desde que apreendi Platão e o Mundo das Ideias que descobri que nada é inventado e que tudo é descoberto. A partir desse ponto achei que  era tão ridiculo reclamar posse duma terra apenas por pisá-la pela primeira vez, à imagem do Cristóvão Colombo ao descobrir a América, como era reclamar posse dum texto escrito ou duma ideia aparentemente original. Nada é original. Tudo nos influencia. Somos uma gigantesca comunidade global e co-criativa. E a mim, tudo o que me interessa, é de maximizar a superfície de interacção entre as meninges.</p>
<p>A propriedade material ou intelectual são perfeitas aberrações sem sentido. Aliás, sempre o pensei desde que copiava software pirata em disquetes ou descarregava músicas no Napster.</p>
<p>E a net é o instrumento que mostra até que ponto é que as patentes e os copyrights das casas de publicação (de software, de livros ou de música) são ridículos! &#8220;Re-think copyright&#8221; dizia aquele antropólogo brilhante do vídeo do &#8220;The Web is US-ing US&#8221;,</p>
<p>O DRM é a maior barbaridade conceptual do século XXI. Um erro crasso e insustentável que cairá sobre o próprio peso do ridículo que encerra em si mesmo.</p>
<p>E eu rejubilo interiormente sempre que vejo algum retrógada a tentar impor alguma forma de travão a essa força da natureza que é a web, um espaço comum de dados, informação e ideias que pertence a todos.</p>
<p>Portanto eu reclino-me e aprecio a visão das casas de publicação lentamente a rolarem uma a uma&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas by Artur Palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2204</link>
		<dc:creator>Artur Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 22:37:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2204</guid>
		<description>Hehehe! Só rindo deste seu comentário. Só para esclarecer, não tenho nem pretendo ter nenhuma empresa de hardware. Sou físico e faço investigação na área de fluídos e não tenho vocação nenhuma para empreendedor de empresas.

Acho que reduzir a minha argumentação a "dor de cotovelo" é um bocado falta de argumentos. Estava há espera de mais de si.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hehehe! Só rindo deste seu comentário. Só para esclarecer, não tenho nem pretendo ter nenhuma empresa de hardware. Sou físico e faço investigação na área de fluídos e não tenho vocação nenhuma para empreendedor de empresas.</p>
<p>Acho que reduzir a minha argumentação a &#8220;dor de cotovelo&#8221; é um bocado falta de argumentos. Estava há espera de mais de si.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas by Paulo Querido</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2192</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 15:08:41 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2192</guid>
		<description>Fiquei a perceber a sua dor de cotovelo. É defensor de outra solução de hardware. Ok.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei a perceber a sua dor de cotovelo. É defensor de outra solução de hardware. Ok.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas by Artur Palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2186</link>
		<dc:creator>Artur Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 11:37:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2186</guid>
		<description>Paulo Querido

O que foi e é dito pelo Governo é, essencialmente, o que eu disse acima. Quanto ao que o Paulo 

Querido disse, vou citaralgumas frases, se bem que citações fora do contexto enviesam sempre, 

daí ter feito o link para o seu post, nada melhor do que cada pessoa ler o texto integral por 

si, as minhas interpretações podem estar erradas. Mas diz:

1- "[relativamente ao Magalhães] sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em 

matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar 

dispensado por quem passa por ele na FNAC."

2- Refere que o público está "indiferente às “críticas” estéreis acerca do “marketing político”"

3- "Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com 

potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um 

hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas 

ferramentas, de dar vazão à curiosidade.
Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva."

4- "O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é 

livre [a bold] — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são 

obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter 

visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, 

um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação 

informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede."

5- "O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para 

outra altura."

Vou tentar desmanchar estes argumentos e mostrar que porque não concordo com estas afirmações (e 

o post que escreveu:

1- Penso que não estamos a discutir a iniciativa do Magalhães abstractamente. Quando digo 

abstractamente digo analisá-la fora to contexto em que é feita: Portugal é um país que se 

encontra na cauda da Europa em termos de desenvolvimento tecnológico, industrial e económico. 

Portugal não é um país riquíssimo. Mais ainda, o sistema educativo tem ainda muitas lacunas por 

resolver, lacunas básicas como "falta de professores e aquecedores" (como disse num dos 

comentários ao seu post). É claro que, abstractamente, esta medida é melhor que nenhuma medida. 

É melhor uma criancinha ter um computador do que não ter. No entanto, penso que cingirmo-nos 

apenas a este nível de discussão é bastante redutor. A discussão e a crítica que faço é: perante 

o orçamente aplicado a esta medida (cerca de 50.000.000€) não haverão outras iniciativas, dentro 

do sistema educativo, muito melhores que esta, no sentido em que trazem um maior benefício para 

a sociedade? A minha resposta é sim, existem. Mais que isso, mesmo restringindo-nos a esta 

medida (dar um computador portátil a cada criancinha) existiam outras formas desta medida que 

seriam muito mais benéficas para o país. Por exemplo, como disse neste post, em vez de utilizar 

o Magalhães da Intel, utilizar o openbook da VIA, uma alternativa verdadeiramente livre.

2- Coloquei esta frase apenas para mostrar a sua posição relativamente à iniciativa do governo: 

aceitação e recusa praticamente total das críticas feitas, chamando-as de "estéreis".

3- Fala em ferramentas impostas no passado. O Magalhães é uma ferramenta imposta, não houve 

qualquer discussão pública ou apresentação pública do processo de escolha do Governo, como, por 

exemplo, está a ser feito na Austrália. A questão que fiz e faço é: porquê o Magalhães da Intel, 

que vantagens tem face a outros? Para mim as desvantagens são claras. Fala em "criar as suas 

ferramentas", penso que começar com um produto que não pode ser alterado é um mau começo, volto 

a falar da alternativa do openbook da VIA e lembrar que o Magalhães vem instalado, por defeito, 

também com windows XP, este é pago pelo estado, sem qualquer liberdade por parte do consumidor 

de dizer, não quero. Qual é a base desta escolha por parte do governo?

4- Livre? A começar pelo seu processo de escolha nada transparente, pelo próprio hardware que é 

fechado e pelo facto de vir equipado também com o windows xp por defeito, é livre onde? "As 

nossas crianças não são obrgadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante." Podem 

escolher, quando? Quando fazem boot à máquina? Isso é escolha? Alías qualquer computador permite 

isso. Livre seria o contrário, oferecer um computador totalmente opensource (hardware e 

software) quem quisesse outro software adquiriria.

5- Um sucesso industrial? Só se for o mesmo sucesso industrial que as fábricas de automóveis e 

de móveis do IKEA que existem em Portugal. Volto a dizer o que disse. Este sucesso industrial é 

o mesmo que nos vem vindo a afundar cada vez mais fundo, tornando-nos cada vez mais meros 

macacos de assemlagem e comerciantes. Pelo contrário, se as escolhas fossem feitas com base 

noutros critérios, critérios que têm como principal objectivo o desenvolvimento do país, penso 

que os resultados seriam muito melhores. Estou saturado de ver desperdícios de dinheiro a serem 

encapuçados de investimento sério do Estado.

Penso que esclareci que não li o seu texto com o coração em vez de com a cabeça. Penso que já o 

Paulo Querido, recorreu bastante ao coração, que acho difícil não ficar embevecido com "Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade."

É uma imagem bonita e enternecedora, mas é só isso, bonita e enternecedora, não tem qualquer conteúdo e, daqui a uns 3 ou 4 anos, quando os milhares de Magalhães estiverem completamente obsoletos, vamos ver que tudo se esfumou no ar, como sempre, já desde os Descrobrimentos, onde toda a pimenta se foi em tecidos de seda e similares. Não vai ficar aqui nenhuma fábrica que possa fazer computadores portuguesas. É pena, porque 50.000.000€ é muito dinheiro e há muitas pessoas extremamente qualificadas em Portugal que poderiam mudar o país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Querido</p>
<p>O que foi e é dito pelo Governo é, essencialmente, o que eu disse acima. Quanto ao que o Paulo </p>
<p>Querido disse, vou citaralgumas frases, se bem que citações fora do contexto enviesam sempre, </p>
<p>daí ter feito o link para o seu post, nada melhor do que cada pessoa ler o texto integral por </p>
<p>si, as minhas interpretações podem estar erradas. Mas diz:</p>
<p>1- &#8220;[relativamente ao Magalhães] sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em </p>
<p>matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar </p>
<p>dispensado por quem passa por ele na FNAC.&#8221;</p>
<p>2- Refere que o público está &#8220;indiferente às “críticas” estéreis acerca do “marketing político”&#8221;</p>
<p>3- &#8220;Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com </p>
<p>potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um </p>
<p>hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas </p>
<p>ferramentas, de dar vazão à curiosidade.<br />
Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva.&#8221;</p>
<p>4- &#8220;O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é </p>
<p>livre [a bold] — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são </p>
<p>obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter </p>
<p>visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, </p>
<p>um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação </p>
<p>informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede.&#8221;</p>
<p>5- &#8220;O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para </p>
<p>outra altura.&#8221;</p>
<p>Vou tentar desmanchar estes argumentos e mostrar que porque não concordo com estas afirmações (e </p>
<p>o post que escreveu:</p>
<p>1- Penso que não estamos a discutir a iniciativa do Magalhães abstractamente. Quando digo </p>
<p>abstractamente digo analisá-la fora to contexto em que é feita: Portugal é um país que se </p>
<p>encontra na cauda da Europa em termos de desenvolvimento tecnológico, industrial e económico. </p>
<p>Portugal não é um país riquíssimo. Mais ainda, o sistema educativo tem ainda muitas lacunas por </p>
<p>resolver, lacunas básicas como &#8220;falta de professores e aquecedores&#8221; (como disse num dos </p>
<p>comentários ao seu post). É claro que, abstractamente, esta medida é melhor que nenhuma medida. </p>
<p>É melhor uma criancinha ter um computador do que não ter. No entanto, penso que cingirmo-nos </p>
<p>apenas a este nível de discussão é bastante redutor. A discussão e a crítica que faço é: perante </p>
<p>o orçamente aplicado a esta medida (cerca de 50.000.000€) não haverão outras iniciativas, dentro </p>
<p>do sistema educativo, muito melhores que esta, no sentido em que trazem um maior benefício para </p>
<p>a sociedade? A minha resposta é sim, existem. Mais que isso, mesmo restringindo-nos a esta </p>
<p>medida (dar um computador portátil a cada criancinha) existiam outras formas desta medida que </p>
<p>seriam muito mais benéficas para o país. Por exemplo, como disse neste post, em vez de utilizar </p>
<p>o Magalhães da Intel, utilizar o openbook da VIA, uma alternativa verdadeiramente livre.</p>
<p>2- Coloquei esta frase apenas para mostrar a sua posição relativamente à iniciativa do governo: </p>
<p>aceitação e recusa praticamente total das críticas feitas, chamando-as de &#8220;estéreis&#8221;.</p>
<p>3- Fala em ferramentas impostas no passado. O Magalhães é uma ferramenta imposta, não houve </p>
<p>qualquer discussão pública ou apresentação pública do processo de escolha do Governo, como, por </p>
<p>exemplo, está a ser feito na Austrália. A questão que fiz e faço é: porquê o Magalhães da Intel, </p>
<p>que vantagens tem face a outros? Para mim as desvantagens são claras. Fala em &#8220;criar as suas </p>
<p>ferramentas&#8221;, penso que começar com um produto que não pode ser alterado é um mau começo, volto </p>
<p>a falar da alternativa do openbook da VIA e lembrar que o Magalhães vem instalado, por defeito, </p>
<p>também com windows XP, este é pago pelo estado, sem qualquer liberdade por parte do consumidor </p>
<p>de dizer, não quero. Qual é a base desta escolha por parte do governo?</p>
<p>4- Livre? A começar pelo seu processo de escolha nada transparente, pelo próprio hardware que é </p>
<p>fechado e pelo facto de vir equipado também com o windows xp por defeito, é livre onde? &#8220;As </p>
<p>nossas crianças não são obrgadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante.&#8221; Podem </p>
<p>escolher, quando? Quando fazem boot à máquina? Isso é escolha? Alías qualquer computador permite </p>
<p>isso. Livre seria o contrário, oferecer um computador totalmente opensource (hardware e </p>
<p>software) quem quisesse outro software adquiriria.</p>
<p>5- Um sucesso industrial? Só se for o mesmo sucesso industrial que as fábricas de automóveis e </p>
<p>de móveis do IKEA que existem em Portugal. Volto a dizer o que disse. Este sucesso industrial é </p>
<p>o mesmo que nos vem vindo a afundar cada vez mais fundo, tornando-nos cada vez mais meros </p>
<p>macacos de assemlagem e comerciantes. Pelo contrário, se as escolhas fossem feitas com base </p>
<p>noutros critérios, critérios que têm como principal objectivo o desenvolvimento do país, penso </p>
<p>que os resultados seriam muito melhores. Estou saturado de ver desperdícios de dinheiro a serem </p>
<p>encapuçados de investimento sério do Estado.</p>
<p>Penso que esclareci que não li o seu texto com o coração em vez de com a cabeça. Penso que já o </p>
<p>Paulo Querido, recorreu bastante ao coração, que acho difícil não ficar embevecido com &#8220;Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade.&#8221;</p>
<p>É uma imagem bonita e enternecedora, mas é só isso, bonita e enternecedora, não tem qualquer conteúdo e, daqui a uns 3 ou 4 anos, quando os milhares de Magalhães estiverem completamente obsoletos, vamos ver que tudo se esfumou no ar, como sempre, já desde os Descrobrimentos, onde toda a pimenta se foi em tecidos de seda e similares. Não vai ficar aqui nenhuma fábrica que possa fazer computadores portuguesas. É pena, porque 50.000.000€ é muito dinheiro e há muitas pessoas extremamente qualificadas em Portugal que poderiam mudar o país.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comment on O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas by Paulo Querido</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2132</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 01:54:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2132</guid>
		<description>Recomendo-lhe que volte a ler aquilo tudo. De preferência com a cabeça, em vez de com o coração. Vai ver que lerá coisas completamente diferentes das que aqui diz que lá estão publicadas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo-lhe que volte a ler aquilo tudo. De preferência com a cabeça, em vez de com o coração. Vai ver que lerá coisas completamente diferentes das que aqui diz que lá estão publicadas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Comment on Documentário: Money as debt by Guillaume Riflet</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2126</link>
		<dc:creator>Guillaume Riflet</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 22:26:07 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2126</guid>
		<description>Olá Artur e Paulo,

Primeiro que tudo, quem encontrou o filme foi o J.C., e era a versão original em francês, que ele próprio não compreendeu bem. Quando vi aquilo fiquei siderado!

Eu acho que a questão do lucro e do dinheiro acumulado não é o problema. O problema está, de facto, como mencionaste e bem Artur, na sobre-produção! 

Quando há mais produtos a serem propostos do que existem compradores interessados então entramos em cenário de crise, porque de repente, as dívidas contraidas pelos investimentos que geraram essa sobre-produção passam a valer zero! E todo o dinheiro posto em circulação pela emissão dessa dívida, é dinheiro que arde e perde todo o seu valor, distribuido equitavelmente pelo pool de dinheiro em circulação (+inflação). Por outro lado, os credores, que são os bancos e depositários, perdem esse dinheiro. Acumular capital e po-lo fora de circulação não tem problemas, desde que não haja sobre-produção.

Sobre-produção de casas, faz cair o seu preço de venda. Sobre-produção de trigo, desiquilibra o preço do trigo e impede os produtores de recuperarem o que gastaram para produzir o trigo.

Num comentário que o Paul Grignon pós no Vimeo sobre o documentário "L'argent-Dette", descrevia-se como a guerra é excelente para destruir massivamente a sobre-produção, e que ciclos de "... re-construção, sobre-produção, destruição pela guerra, re-construção ..." eram importantes para manter essa economia da produtividade cada vez mais frenética para poder pagar essa dívida com juros a crescer cada vez mais celeramente. Arrebenta a bolha quando se atinge sobre-produção (housing prices burst in the US) ou então cria-se uma guerra para aliviar a bolha e depois reconstruir por cima. Os periodos de maior crescimento e de economia mais saudavel que o mundo viveu foi sempre apos as grandes guerras... pensem nisso.

Tudo isto é fascinamente, mas "follow the money" não clarifica. "Follow the commodities"! Eu acho que essa é a chave!

Abraços e continuem interessados, que eu também!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Artur e Paulo,</p>
<p>Primeiro que tudo, quem encontrou o filme foi o J.C., e era a versão original em francês, que ele próprio não compreendeu bem. Quando vi aquilo fiquei siderado!</p>
<p>Eu acho que a questão do lucro e do dinheiro acumulado não é o problema. O problema está, de facto, como mencionaste e bem Artur, na sobre-produção! </p>
<p>Quando há mais produtos a serem propostos do que existem compradores interessados então entramos em cenário de crise, porque de repente, as dívidas contraidas pelos investimentos que geraram essa sobre-produção passam a valer zero! E todo o dinheiro posto em circulação pela emissão dessa dívida, é dinheiro que arde e perde todo o seu valor, distribuido equitavelmente pelo pool de dinheiro em circulação (+inflação). Por outro lado, os credores, que são os bancos e depositários, perdem esse dinheiro. Acumular capital e po-lo fora de circulação não tem problemas, desde que não haja sobre-produção.</p>
<p>Sobre-produção de casas, faz cair o seu preço de venda. Sobre-produção de trigo, desiquilibra o preço do trigo e impede os produtores de recuperarem o que gastaram para produzir o trigo.</p>
<p>Num comentário que o Paul Grignon pós no Vimeo sobre o documentário &#8220;L&#8217;argent-Dette&#8221;, descrevia-se como a guerra é excelente para destruir massivamente a sobre-produção, e que ciclos de &#8220;&#8230; re-construção, sobre-produção, destruição pela guerra, re-construção &#8230;&#8221; eram importantes para manter essa economia da produtividade cada vez mais frenética para poder pagar essa dívida com juros a crescer cada vez mais celeramente. Arrebenta a bolha quando se atinge sobre-produção (housing prices burst in the US) ou então cria-se uma guerra para aliviar a bolha e depois reconstruir por cima. Os periodos de maior crescimento e de economia mais saudavel que o mundo viveu foi sempre apos as grandes guerras&#8230; pensem nisso.</p>
<p>Tudo isto é fascinamente, mas &#8220;follow the money&#8221; não clarifica. &#8220;Follow the commodities&#8221;! Eu acho que essa é a chave!</p>
<p>Abraços e continuem interessados, que eu também!</p>
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		<title>Comment on Documentário: Money as debt by Paulo</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2113</link>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 13:25:06 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2113</guid>
		<description>Oi Artur,

Ainda não tive oportunidade de ver o filme, que tou no trabalho - por isso se estiver a desconversar avisa.

Quanto ao guito, há uma coisa que não percebo na tua lógica:
&lt;i&gt;Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.&lt;/i&gt;

O dinheiro no banco pode estar parado? Dinheiro no banco=investimento (com mais ou menos risco, não é? (mesmo os depositos à ordem dão liquidez ao banco, imagino). Na minha opinião, o capital alimenta sempre a economia, nunca sai de circulação.

Paulo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Artur,</p>
<p>Ainda não tive oportunidade de ver o filme, que tou no trabalho - por isso se estiver a desconversar avisa.</p>
<p>Quanto ao guito, há uma coisa que não percebo na tua lógica:<br />
<i>Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.</i></p>
<p>O dinheiro no banco pode estar parado? Dinheiro no banco=investimento (com mais ou menos risco, não é? (mesmo os depositos à ordem dão liquidez ao banco, imagino). Na minha opinião, o capital alimenta sempre a economia, nunca sai de circulação.</p>
<p>Paulo</p>
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