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	<title>Comments on: A explosão dos comuns?</title>
	<link>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns</link>
	<description>experiências do dia a dia / day by day experiences</description>
	<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:37:05 +0000</pubDate>
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		<title>By: artur palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2253</link>
		<dc:creator>artur palha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 10:43:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2253</guid>
		<description>Grande Guillaume!

Estamos completamente sintonizados. É incrível ver como actualmente grande parte dos projectos mundialmente reconhecidos são do domínio público. Wikipedia, Linux, Firefox, Arduino, Python e outros. Penso que está mesmo a haver uma explosão dos comuns. No software é mais fácil (ou menos difícil) requer menos investimentos. Já ho hardware é mais difícil, porque o investimento é maior. No entanto as empresas começam a ver que o poder criativo massificado é muito mais lucrativo. Para não falar no que tu disseste: "maximizar a interacção de meninges". Para mim, e acho que para ti também, o objectivo é esse mesmo, desenvolvimento humano. Isso só se consegue com toda a gente a pensar e a poder hackar tudo, livremente.

Sim, creative commons conheço bastante bem. Já leste o Lawrence Lessig? É o "pai" ou um dos pais do creative commons. Ainda só li o "The Future of Ideas: The Fate of the Commons in a Connected World", mas tenho o outro "Free Culture: The Nature and Future of Creativity" (foram os dois uma prenda da Ana). O gajo é bastante referenciado no XKCD.

http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&#38;search-type=ss&#38;index=books&#38;field-author=Lawrence%20Lessig

Discordo de alguns pontos de vista dele, ligados à economia em geral (ele acredita ainda um bocado na mão invisível do mercado, à lá Adam Smith e Milton Freedman), mas no essencial da posição dele quanto à propriedade intelectual concordo. Se quiseres empresto-te os livros, em Dezembro.

Só para me gabar, agora estou a fazer um sofá, fiz o projecto todo, e vou montá-lo. Achei que era ridículo comprar um já feito no IKEA que não gostava muito. Por isso decidi fazê-lo. No entanto o investimento de tempo é grande, principalmente no projecto, senão não ficam bem. Por isso decidi fazer um projecto a sério. Durante esta semana vou terminar de construir, vou colocar aqui os planos todos com as peças e fotos da construção. Quem quiserer copiar e melhorar que o faça, não tem de partir de onde eu parti.

Para mim a chave é essa mesma o melhorar, não inventar de novo a roda, como disse o Newton: 

"If I have seen further it is only by standing on the shoulders of Giants." 

Não acho que eu seja um gigante, mas muitos como eu fazem gigantes. :-)

Para terminar, isto faz-me sempre lembrar a nossa luta em Física para o banco de trabalhos, fruto da tua ideia e do Paulo.

Abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Guillaume!</p>
<p>Estamos completamente sintonizados. É incrível ver como actualmente grande parte dos projectos mundialmente reconhecidos são do domínio público. Wikipedia, Linux, Firefox, Arduino, Python e outros. Penso que está mesmo a haver uma explosão dos comuns. No software é mais fácil (ou menos difícil) requer menos investimentos. Já ho hardware é mais difícil, porque o investimento é maior. No entanto as empresas começam a ver que o poder criativo massificado é muito mais lucrativo. Para não falar no que tu disseste: &#8220;maximizar a interacção de meninges&#8221;. Para mim, e acho que para ti também, o objectivo é esse mesmo, desenvolvimento humano. Isso só se consegue com toda a gente a pensar e a poder hackar tudo, livremente.</p>
<p>Sim, creative commons conheço bastante bem. Já leste o Lawrence Lessig? É o &#8220;pai&#8221; ou um dos pais do creative commons. Ainda só li o &#8220;The Future of Ideas: The Fate of the Commons in a Connected World&#8221;, mas tenho o outro &#8220;Free Culture: The Nature and Future of Creativity&#8221; (foram os dois uma prenda da Ana). O gajo é bastante referenciado no XKCD.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Lawrence%20Lessig" rel="nofollow">http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/ref=ntt_athr_dp_sr_1?_encoding=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Lawrence%20Lessig</a></p>
<p>Discordo de alguns pontos de vista dele, ligados à economia em geral (ele acredita ainda um bocado na mão invisível do mercado, à lá Adam Smith e Milton Freedman), mas no essencial da posição dele quanto à propriedade intelectual concordo. Se quiseres empresto-te os livros, em Dezembro.</p>
<p>Só para me gabar, agora estou a fazer um sofá, fiz o projecto todo, e vou montá-lo. Achei que era ridículo comprar um já feito no IKEA que não gostava muito. Por isso decidi fazê-lo. No entanto o investimento de tempo é grande, principalmente no projecto, senão não ficam bem. Por isso decidi fazer um projecto a sério. Durante esta semana vou terminar de construir, vou colocar aqui os planos todos com as peças e fotos da construção. Quem quiserer copiar e melhorar que o faça, não tem de partir de onde eu parti.</p>
<p>Para mim a chave é essa mesma o melhorar, não inventar de novo a roda, como disse o Newton: </p>
<p>&#8220;If I have seen further it is only by standing on the shoulders of Giants.&#8221; </p>
<p>Não acho que eu seja um gigante, mas muitos como eu fazem gigantes. <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Para terminar, isto faz-me sempre lembrar a nossa luta em Física para o banco de trabalhos, fruto da tua ideia e do Paulo.</p>
<p>Abraço!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Guillaume Riflet</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2237</link>
		<dc:creator>Guillaume Riflet</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 00:36:48 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/a-explosao-dos-comuns#comment-2237</guid>
		<description>As placas Arduino são muito fixes. Durante a Shift08 (http://shift.pt) houve uma workshop com elas. São o hardware electrotécnico de eleição dos hackers europeus da nova vaga. Eu estive noutra workshop com o Tijmen Schep. Um artista/hacker holandês do wireless.

Conheces o conceito de Creative Commons? Muito bom.

Na minha opinião, desde que apreendi Platão e o Mundo das Ideias que descobri que nada é inventado e que tudo é descoberto. A partir desse ponto achei que  era tão ridiculo reclamar posse duma terra apenas por pisá-la pela primeira vez, à imagem do Cristóvão Colombo ao descobrir a América, como era reclamar posse dum texto escrito ou duma ideia aparentemente original. Nada é original. Tudo nos influencia. Somos uma gigantesca comunidade global e co-criativa. E a mim, tudo o que me interessa, é de maximizar a superfície de interacção entre as meninges.

A propriedade material ou intelectual são perfeitas aberrações sem sentido. Aliás, sempre o pensei desde que copiava software pirata em disquetes ou descarregava músicas no Napster.

E a net é o instrumento que mostra até que ponto é que as patentes e os copyrights das casas de publicação (de software, de livros ou de música) são ridículos! "Re-think copyright" dizia aquele antropólogo brilhante do vídeo do "The Web is US-ing US",

O DRM é a maior barbaridade conceptual do século XXI. Um erro crasso e insustentável que cairá sobre o próprio peso do ridículo que encerra em si mesmo.

E eu rejubilo interiormente sempre que vejo algum retrógada a tentar impor alguma forma de travão a essa força da natureza que é a web, um espaço comum de dados, informação e ideias que pertence a todos.

Portanto eu reclino-me e aprecio a visão das casas de publicação lentamente a rolarem uma a uma...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As placas Arduino são muito fixes. Durante a Shift08 (http://shift.pt) houve uma workshop com elas. São o hardware electrotécnico de eleição dos hackers europeus da nova vaga. Eu estive noutra workshop com o Tijmen Schep. Um artista/hacker holandês do wireless.</p>
<p>Conheces o conceito de Creative Commons? Muito bom.</p>
<p>Na minha opinião, desde que apreendi Platão e o Mundo das Ideias que descobri que nada é inventado e que tudo é descoberto. A partir desse ponto achei que  era tão ridiculo reclamar posse duma terra apenas por pisá-la pela primeira vez, à imagem do Cristóvão Colombo ao descobrir a América, como era reclamar posse dum texto escrito ou duma ideia aparentemente original. Nada é original. Tudo nos influencia. Somos uma gigantesca comunidade global e co-criativa. E a mim, tudo o que me interessa, é de maximizar a superfície de interacção entre as meninges.</p>
<p>A propriedade material ou intelectual são perfeitas aberrações sem sentido. Aliás, sempre o pensei desde que copiava software pirata em disquetes ou descarregava músicas no Napster.</p>
<p>E a net é o instrumento que mostra até que ponto é que as patentes e os copyrights das casas de publicação (de software, de livros ou de música) são ridículos! &#8220;Re-think copyright&#8221; dizia aquele antropólogo brilhante do vídeo do &#8220;The Web is US-ing US&#8221;,</p>
<p>O DRM é a maior barbaridade conceptual do século XXI. Um erro crasso e insustentável que cairá sobre o próprio peso do ridículo que encerra em si mesmo.</p>
<p>E eu rejubilo interiormente sempre que vejo algum retrógada a tentar impor alguma forma de travão a essa força da natureza que é a web, um espaço comum de dados, informação e ideias que pertence a todos.</p>
<p>Portanto eu reclino-me e aprecio a visão das casas de publicação lentamente a rolarem uma a uma&#8230;</p>
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