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	<title>Comments on: Documentário: Money as debt</title>
	<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt</link>
	<description>experiências do dia a dia / day by day experiences</description>
	<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:34:13 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>By: Guillaume Riflet</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2126</link>
		<dc:creator>Guillaume Riflet</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 22:26:07 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2126</guid>
		<description>Olá Artur e Paulo,

Primeiro que tudo, quem encontrou o filme foi o J.C., e era a versão original em francês, que ele próprio não compreendeu bem. Quando vi aquilo fiquei siderado!

Eu acho que a questão do lucro e do dinheiro acumulado não é o problema. O problema está, de facto, como mencionaste e bem Artur, na sobre-produção! 

Quando há mais produtos a serem propostos do que existem compradores interessados então entramos em cenário de crise, porque de repente, as dívidas contraidas pelos investimentos que geraram essa sobre-produção passam a valer zero! E todo o dinheiro posto em circulação pela emissão dessa dívida, é dinheiro que arde e perde todo o seu valor, distribuido equitavelmente pelo pool de dinheiro em circulação (+inflação). Por outro lado, os credores, que são os bancos e depositários, perdem esse dinheiro. Acumular capital e po-lo fora de circulação não tem problemas, desde que não haja sobre-produção.

Sobre-produção de casas, faz cair o seu preço de venda. Sobre-produção de trigo, desiquilibra o preço do trigo e impede os produtores de recuperarem o que gastaram para produzir o trigo.

Num comentário que o Paul Grignon pós no Vimeo sobre o documentário "L'argent-Dette", descrevia-se como a guerra é excelente para destruir massivamente a sobre-produção, e que ciclos de "... re-construção, sobre-produção, destruição pela guerra, re-construção ..." eram importantes para manter essa economia da produtividade cada vez mais frenética para poder pagar essa dívida com juros a crescer cada vez mais celeramente. Arrebenta a bolha quando se atinge sobre-produção (housing prices burst in the US) ou então cria-se uma guerra para aliviar a bolha e depois reconstruir por cima. Os periodos de maior crescimento e de economia mais saudavel que o mundo viveu foi sempre apos as grandes guerras... pensem nisso.

Tudo isto é fascinamente, mas "follow the money" não clarifica. "Follow the commodities"! Eu acho que essa é a chave!

Abraços e continuem interessados, que eu também!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Artur e Paulo,</p>
<p>Primeiro que tudo, quem encontrou o filme foi o J.C., e era a versão original em francês, que ele próprio não compreendeu bem. Quando vi aquilo fiquei siderado!</p>
<p>Eu acho que a questão do lucro e do dinheiro acumulado não é o problema. O problema está, de facto, como mencionaste e bem Artur, na sobre-produção! </p>
<p>Quando há mais produtos a serem propostos do que existem compradores interessados então entramos em cenário de crise, porque de repente, as dívidas contraidas pelos investimentos que geraram essa sobre-produção passam a valer zero! E todo o dinheiro posto em circulação pela emissão dessa dívida, é dinheiro que arde e perde todo o seu valor, distribuido equitavelmente pelo pool de dinheiro em circulação (+inflação). Por outro lado, os credores, que são os bancos e depositários, perdem esse dinheiro. Acumular capital e po-lo fora de circulação não tem problemas, desde que não haja sobre-produção.</p>
<p>Sobre-produção de casas, faz cair o seu preço de venda. Sobre-produção de trigo, desiquilibra o preço do trigo e impede os produtores de recuperarem o que gastaram para produzir o trigo.</p>
<p>Num comentário que o Paul Grignon pós no Vimeo sobre o documentário &#8220;L&#8217;argent-Dette&#8221;, descrevia-se como a guerra é excelente para destruir massivamente a sobre-produção, e que ciclos de &#8220;&#8230; re-construção, sobre-produção, destruição pela guerra, re-construção &#8230;&#8221; eram importantes para manter essa economia da produtividade cada vez mais frenética para poder pagar essa dívida com juros a crescer cada vez mais celeramente. Arrebenta a bolha quando se atinge sobre-produção (housing prices burst in the US) ou então cria-se uma guerra para aliviar a bolha e depois reconstruir por cima. Os periodos de maior crescimento e de economia mais saudavel que o mundo viveu foi sempre apos as grandes guerras&#8230; pensem nisso.</p>
<p>Tudo isto é fascinamente, mas &#8220;follow the money&#8221; não clarifica. &#8220;Follow the commodities&#8221;! Eu acho que essa é a chave!</p>
<p>Abraços e continuem interessados, que eu também!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Paulo</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2113</link>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 13:25:06 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2113</guid>
		<description>Oi Artur,

Ainda não tive oportunidade de ver o filme, que tou no trabalho - por isso se estiver a desconversar avisa.

Quanto ao guito, há uma coisa que não percebo na tua lógica:
&lt;i&gt;Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.&lt;/i&gt;

O dinheiro no banco pode estar parado? Dinheiro no banco=investimento (com mais ou menos risco, não é? (mesmo os depositos à ordem dão liquidez ao banco, imagino). Na minha opinião, o capital alimenta sempre a economia, nunca sai de circulação.

Paulo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Artur,</p>
<p>Ainda não tive oportunidade de ver o filme, que tou no trabalho - por isso se estiver a desconversar avisa.</p>
<p>Quanto ao guito, há uma coisa que não percebo na tua lógica:<br />
<i>Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.</i></p>
<p>O dinheiro no banco pode estar parado? Dinheiro no banco=investimento (com mais ou menos risco, não é? (mesmo os depositos à ordem dão liquidez ao banco, imagino). Na minha opinião, o capital alimenta sempre a economia, nunca sai de circulação.</p>
<p>Paulo</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: artur palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2111</link>
		<dc:creator>artur palha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 12:12:39 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2111</guid>
		<description>Olá Paulo.

Hehehe... Maçarico, já lá vão uns anitos desde que adicionei essa palavra ao meu léxico. ;-)

Concordo contigo na parte do investimento e do consumo, se todo o guito fosse usado para consumo e investimento. A questão que queria dizer é que um dos objectivos é a acumulação de captital. Conforme as empresas vão crescendo essa acumulação torna-se maior, daí ser um sumidouro de dinheiro em circulação. Esta era a minha ideia.

Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.

Sempre que há um ciclo de produção, de matéria prima para o produto final há sempre um resultado negativo de guito que fica nas mãos de alguém porque é guardado no banco.

Sim, concordo completamente com a questão social (e económica) ser importante.

Gostei bastante deste filme, o Guillaume encontra sempre estas coisas interessantes.

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Paulo.</p>
<p>Hehehe&#8230; Maçarico, já lá vão uns anitos desde que adicionei essa palavra ao meu léxico. <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Concordo contigo na parte do investimento e do consumo, se todo o guito fosse usado para consumo e investimento. A questão que queria dizer é que um dos objectivos é a acumulação de captital. Conforme as empresas vão crescendo essa acumulação torna-se maior, daí ser um sumidouro de dinheiro em circulação. Esta era a minha ideia.</p>
<p>Exemplo: o Bill Gates tem uma fortuna de cerca de 50 mil milhões de dólares. Esse dinheiro não é todo bens que ele adquiriu nem investimentos, é também dinheiro guardado no banco, fora de circulação.</p>
<p>Sempre que há um ciclo de produção, de matéria prima para o produto final há sempre um resultado negativo de guito que fica nas mãos de alguém porque é guardado no banco.</p>
<p>Sim, concordo completamente com a questão social (e económica) ser importante.</p>
<p>Gostei bastante deste filme, o Guillaume encontra sempre estas coisas interessantes.</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Paulo</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2106</link>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 11:04:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/documentario-money-as-debt#comment-2106</guid>
		<description>Grande Artur:

Os 400€ de lucro que não são distribuidos directamente aos trabalhadores são retornados aos investidores que, pagos os impostos, podem alocar esse dinheiro a consumo ou a novo investimento. O que alocarem a consumo pode mitigar a questão da sobreprodução para manter o sistema em equilíbrio.

O problema central a seguir é a questão social (e económica) de não ser a maioria (os trabalhadores) a investir, pelo que a minoria que de facto investe e recebe aquele lucro não consome em proporção, o que faz acentuar o feedback sempre no mesmo sentido (o de terem cada vez mais poder de investimento e capacidade de retorno).

Isto digo eu, que sou "maçarico" ;) nestas coisas todas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Artur:</p>
<p>Os 400€ de lucro que não são distribuidos directamente aos trabalhadores são retornados aos investidores que, pagos os impostos, podem alocar esse dinheiro a consumo ou a novo investimento. O que alocarem a consumo pode mitigar a questão da sobreprodução para manter o sistema em equilíbrio.</p>
<p>O problema central a seguir é a questão social (e económica) de não ser a maioria (os trabalhadores) a investir, pelo que a minoria que de facto investe e recebe aquele lucro não consome em proporção, o que faz acentuar o feedback sempre no mesmo sentido (o de terem cada vez mais poder de investimento e capacidade de retorno).</p>
<p>Isto digo eu, que sou &#8220;maçarico&#8221; <img src='http://blog.palha.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> nestas coisas todas.</p>
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