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	<title>Comments on: O portátil Magalhães ou como se fazem escolhas enviesadas</title>
	<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas</link>
	<description>experiências do dia a dia / day by day experiences</description>
	<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:34:56 +0000</pubDate>
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		<title>By: Artur Palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2204</link>
		<dc:creator>Artur Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 22:37:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2204</guid>
		<description>Hehehe! Só rindo deste seu comentário. Só para esclarecer, não tenho nem pretendo ter nenhuma empresa de hardware. Sou físico e faço investigação na área de fluídos e não tenho vocação nenhuma para empreendedor de empresas.

Acho que reduzir a minha argumentação a "dor de cotovelo" é um bocado falta de argumentos. Estava há espera de mais de si.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hehehe! Só rindo deste seu comentário. Só para esclarecer, não tenho nem pretendo ter nenhuma empresa de hardware. Sou físico e faço investigação na área de fluídos e não tenho vocação nenhuma para empreendedor de empresas.</p>
<p>Acho que reduzir a minha argumentação a &#8220;dor de cotovelo&#8221; é um bocado falta de argumentos. Estava há espera de mais de si.</p>
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	</item>
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		<title>By: Paulo Querido</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2192</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 15:08:41 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2192</guid>
		<description>Fiquei a perceber a sua dor de cotovelo. É defensor de outra solução de hardware. Ok.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei a perceber a sua dor de cotovelo. É defensor de outra solução de hardware. Ok.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Artur Palha</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2186</link>
		<dc:creator>Artur Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 11:37:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2186</guid>
		<description>Paulo Querido

O que foi e é dito pelo Governo é, essencialmente, o que eu disse acima. Quanto ao que o Paulo 

Querido disse, vou citaralgumas frases, se bem que citações fora do contexto enviesam sempre, 

daí ter feito o link para o seu post, nada melhor do que cada pessoa ler o texto integral por 

si, as minhas interpretações podem estar erradas. Mas diz:

1- "[relativamente ao Magalhães] sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em 

matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar 

dispensado por quem passa por ele na FNAC."

2- Refere que o público está "indiferente às “críticas” estéreis acerca do “marketing político”"

3- "Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com 

potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um 

hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas 

ferramentas, de dar vazão à curiosidade.
Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva."

4- "O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é 

livre [a bold] — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são 

obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter 

visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, 

um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação 

informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede."

5- "O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para 

outra altura."

Vou tentar desmanchar estes argumentos e mostrar que porque não concordo com estas afirmações (e 

o post que escreveu:

1- Penso que não estamos a discutir a iniciativa do Magalhães abstractamente. Quando digo 

abstractamente digo analisá-la fora to contexto em que é feita: Portugal é um país que se 

encontra na cauda da Europa em termos de desenvolvimento tecnológico, industrial e económico. 

Portugal não é um país riquíssimo. Mais ainda, o sistema educativo tem ainda muitas lacunas por 

resolver, lacunas básicas como "falta de professores e aquecedores" (como disse num dos 

comentários ao seu post). É claro que, abstractamente, esta medida é melhor que nenhuma medida. 

É melhor uma criancinha ter um computador do que não ter. No entanto, penso que cingirmo-nos 

apenas a este nível de discussão é bastante redutor. A discussão e a crítica que faço é: perante 

o orçamente aplicado a esta medida (cerca de 50.000.000€) não haverão outras iniciativas, dentro 

do sistema educativo, muito melhores que esta, no sentido em que trazem um maior benefício para 

a sociedade? A minha resposta é sim, existem. Mais que isso, mesmo restringindo-nos a esta 

medida (dar um computador portátil a cada criancinha) existiam outras formas desta medida que 

seriam muito mais benéficas para o país. Por exemplo, como disse neste post, em vez de utilizar 

o Magalhães da Intel, utilizar o openbook da VIA, uma alternativa verdadeiramente livre.

2- Coloquei esta frase apenas para mostrar a sua posição relativamente à iniciativa do governo: 

aceitação e recusa praticamente total das críticas feitas, chamando-as de "estéreis".

3- Fala em ferramentas impostas no passado. O Magalhães é uma ferramenta imposta, não houve 

qualquer discussão pública ou apresentação pública do processo de escolha do Governo, como, por 

exemplo, está a ser feito na Austrália. A questão que fiz e faço é: porquê o Magalhães da Intel, 

que vantagens tem face a outros? Para mim as desvantagens são claras. Fala em "criar as suas 

ferramentas", penso que começar com um produto que não pode ser alterado é um mau começo, volto 

a falar da alternativa do openbook da VIA e lembrar que o Magalhães vem instalado, por defeito, 

também com windows XP, este é pago pelo estado, sem qualquer liberdade por parte do consumidor 

de dizer, não quero. Qual é a base desta escolha por parte do governo?

4- Livre? A começar pelo seu processo de escolha nada transparente, pelo próprio hardware que é 

fechado e pelo facto de vir equipado também com o windows xp por defeito, é livre onde? "As 

nossas crianças não são obrgadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante." Podem 

escolher, quando? Quando fazem boot à máquina? Isso é escolha? Alías qualquer computador permite 

isso. Livre seria o contrário, oferecer um computador totalmente opensource (hardware e 

software) quem quisesse outro software adquiriria.

5- Um sucesso industrial? Só se for o mesmo sucesso industrial que as fábricas de automóveis e 

de móveis do IKEA que existem em Portugal. Volto a dizer o que disse. Este sucesso industrial é 

o mesmo que nos vem vindo a afundar cada vez mais fundo, tornando-nos cada vez mais meros 

macacos de assemlagem e comerciantes. Pelo contrário, se as escolhas fossem feitas com base 

noutros critérios, critérios que têm como principal objectivo o desenvolvimento do país, penso 

que os resultados seriam muito melhores. Estou saturado de ver desperdícios de dinheiro a serem 

encapuçados de investimento sério do Estado.

Penso que esclareci que não li o seu texto com o coração em vez de com a cabeça. Penso que já o 

Paulo Querido, recorreu bastante ao coração, que acho difícil não ficar embevecido com "Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade."

É uma imagem bonita e enternecedora, mas é só isso, bonita e enternecedora, não tem qualquer conteúdo e, daqui a uns 3 ou 4 anos, quando os milhares de Magalhães estiverem completamente obsoletos, vamos ver que tudo se esfumou no ar, como sempre, já desde os Descrobrimentos, onde toda a pimenta se foi em tecidos de seda e similares. Não vai ficar aqui nenhuma fábrica que possa fazer computadores portuguesas. É pena, porque 50.000.000€ é muito dinheiro e há muitas pessoas extremamente qualificadas em Portugal que poderiam mudar o país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Querido</p>
<p>O que foi e é dito pelo Governo é, essencialmente, o que eu disse acima. Quanto ao que o Paulo </p>
<p>Querido disse, vou citaralgumas frases, se bem que citações fora do contexto enviesam sempre, </p>
<p>daí ter feito o link para o seu post, nada melhor do que cada pessoa ler o texto integral por </p>
<p>si, as minhas interpretações podem estar erradas. Mas diz:</p>
<p>1- &#8220;[relativamente ao Magalhães] sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em </p>
<p>matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar </p>
<p>dispensado por quem passa por ele na FNAC.&#8221;</p>
<p>2- Refere que o público está &#8220;indiferente às “críticas” estéreis acerca do “marketing político”&#8221;</p>
<p>3- &#8220;Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com </p>
<p>potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um </p>
<p>hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas </p>
<p>ferramentas, de dar vazão à curiosidade.<br />
Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva.&#8221;</p>
<p>4- &#8220;O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é </p>
<p>livre [a bold] — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são </p>
<p>obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter </p>
<p>visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, </p>
<p>um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação </p>
<p>informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede.&#8221;</p>
<p>5- &#8220;O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para </p>
<p>outra altura.&#8221;</p>
<p>Vou tentar desmanchar estes argumentos e mostrar que porque não concordo com estas afirmações (e </p>
<p>o post que escreveu:</p>
<p>1- Penso que não estamos a discutir a iniciativa do Magalhães abstractamente. Quando digo </p>
<p>abstractamente digo analisá-la fora to contexto em que é feita: Portugal é um país que se </p>
<p>encontra na cauda da Europa em termos de desenvolvimento tecnológico, industrial e económico. </p>
<p>Portugal não é um país riquíssimo. Mais ainda, o sistema educativo tem ainda muitas lacunas por </p>
<p>resolver, lacunas básicas como &#8220;falta de professores e aquecedores&#8221; (como disse num dos </p>
<p>comentários ao seu post). É claro que, abstractamente, esta medida é melhor que nenhuma medida. </p>
<p>É melhor uma criancinha ter um computador do que não ter. No entanto, penso que cingirmo-nos </p>
<p>apenas a este nível de discussão é bastante redutor. A discussão e a crítica que faço é: perante </p>
<p>o orçamente aplicado a esta medida (cerca de 50.000.000€) não haverão outras iniciativas, dentro </p>
<p>do sistema educativo, muito melhores que esta, no sentido em que trazem um maior benefício para </p>
<p>a sociedade? A minha resposta é sim, existem. Mais que isso, mesmo restringindo-nos a esta </p>
<p>medida (dar um computador portátil a cada criancinha) existiam outras formas desta medida que </p>
<p>seriam muito mais benéficas para o país. Por exemplo, como disse neste post, em vez de utilizar </p>
<p>o Magalhães da Intel, utilizar o openbook da VIA, uma alternativa verdadeiramente livre.</p>
<p>2- Coloquei esta frase apenas para mostrar a sua posição relativamente à iniciativa do governo: </p>
<p>aceitação e recusa praticamente total das críticas feitas, chamando-as de &#8220;estéreis&#8221;.</p>
<p>3- Fala em ferramentas impostas no passado. O Magalhães é uma ferramenta imposta, não houve </p>
<p>qualquer discussão pública ou apresentação pública do processo de escolha do Governo, como, por </p>
<p>exemplo, está a ser feito na Austrália. A questão que fiz e faço é: porquê o Magalhães da Intel, </p>
<p>que vantagens tem face a outros? Para mim as desvantagens são claras. Fala em &#8220;criar as suas </p>
<p>ferramentas&#8221;, penso que começar com um produto que não pode ser alterado é um mau começo, volto </p>
<p>a falar da alternativa do openbook da VIA e lembrar que o Magalhães vem instalado, por defeito, </p>
<p>também com windows XP, este é pago pelo estado, sem qualquer liberdade por parte do consumidor </p>
<p>de dizer, não quero. Qual é a base desta escolha por parte do governo?</p>
<p>4- Livre? A começar pelo seu processo de escolha nada transparente, pelo próprio hardware que é </p>
<p>fechado e pelo facto de vir equipado também com o windows xp por defeito, é livre onde? &#8220;As </p>
<p>nossas crianças não são obrgadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante.&#8221; Podem </p>
<p>escolher, quando? Quando fazem boot à máquina? Isso é escolha? Alías qualquer computador permite </p>
<p>isso. Livre seria o contrário, oferecer um computador totalmente opensource (hardware e </p>
<p>software) quem quisesse outro software adquiriria.</p>
<p>5- Um sucesso industrial? Só se for o mesmo sucesso industrial que as fábricas de automóveis e </p>
<p>de móveis do IKEA que existem em Portugal. Volto a dizer o que disse. Este sucesso industrial é </p>
<p>o mesmo que nos vem vindo a afundar cada vez mais fundo, tornando-nos cada vez mais meros </p>
<p>macacos de assemlagem e comerciantes. Pelo contrário, se as escolhas fossem feitas com base </p>
<p>noutros critérios, critérios que têm como principal objectivo o desenvolvimento do país, penso </p>
<p>que os resultados seriam muito melhores. Estou saturado de ver desperdícios de dinheiro a serem </p>
<p>encapuçados de investimento sério do Estado.</p>
<p>Penso que esclareci que não li o seu texto com o coração em vez de com a cabeça. Penso que já o </p>
<p>Paulo Querido, recorreu bastante ao coração, que acho difícil não ficar embevecido com &#8220;Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade.&#8221;</p>
<p>É uma imagem bonita e enternecedora, mas é só isso, bonita e enternecedora, não tem qualquer conteúdo e, daqui a uns 3 ou 4 anos, quando os milhares de Magalhães estiverem completamente obsoletos, vamos ver que tudo se esfumou no ar, como sempre, já desde os Descrobrimentos, onde toda a pimenta se foi em tecidos de seda e similares. Não vai ficar aqui nenhuma fábrica que possa fazer computadores portuguesas. É pena, porque 50.000.000€ é muito dinheiro e há muitas pessoas extremamente qualificadas em Portugal que poderiam mudar o país.</p>
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		<title>By: Paulo Querido</title>
		<link>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2132</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 01:54:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.palha.org/economics/o-portatil-magalhaes-ou-como-se-fazem-escolhas-enviesadas#comment-2132</guid>
		<description>Recomendo-lhe que volte a ler aquilo tudo. De preferência com a cabeça, em vez de com o coração. Vai ver que lerá coisas completamente diferentes das que aqui diz que lá estão publicadas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo-lhe que volte a ler aquilo tudo. De preferência com a cabeça, em vez de com o coração. Vai ver que lerá coisas completamente diferentes das que aqui diz que lá estão publicadas.</p>
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