A praia em Scheveningen
Depois de dois posts sensaborões, em inglês e sobre coisas que não interessam a ninguém, vou contar a ida a Scheveningen, em busca da praia.
Depois da azáfama do fim de semana passado, noitada na discoteca, este fim de semana procurámos algo mais calmo. Escolhemos uma ida à praia, em Den Haag: Scheveningen. Já me tinham falado desta praia e também já tinha andado a tentar vê-la pelo Google Maps. Parecia ser uma praia muito comprida com uma largura grande e um areal, aparentemente, branco.
Lá fomos, às 13h00, depois de dormir umas 8 horas, devido à noite agitada no Speakers, o bar/discoteca de Delft, onde estive com o Daniele e o Massimiliano (outro italiano).
Lá fomos, eu e o Daniele, cada um montado na sua bicicleta, armados com luvas, casacos quentes e gorros porque, apesar do sol estar generoso, o frio era cortante.
À saída de Delft ouvimos o som de música, olhámos e reparámos que havia um enorme cortejo. Lembrei-me que era Carnaval. Decidimos ir ver. Quem diria? Os holandeses gostam bastante do carnaval! Era um cortejo de carnaval, enorme, principalmente tendo em conta que Delft é uma cidade pouco maior que Évora. Vimos de tudo, pessoas mais velhas, mais novas, de meia idade, adolescentes, coxos, marrecos, todos metidos no meio do cortejo. Alguns mais produzidos, outros só com um nariz de palhaço. Mas lá íam todos contentes!
Seguimos caminho. O sol põe-se cedo e o nosso destino é a praia.
Pelo caminho o Daniele só dizia:
“Bem, se o sol for assim como hoje mais vezes, acho que me aguento aqui 4 meses…”
“Bem, se a praia tiver boas ondas, acho que me aguento aqui 5 meses…”
“Bem, se conseguirmos ter aulas de surf, e de música, acho que me aguento aqui 6 meses…”
Foi assim a viagem toda, um pouco como a música do “Se um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais… Se dois… “
O que dizer de Den Haag? Não vi muito, mas pareceu-me uma pequena cidade, mais pequena ainda que Roterdão. Talvez com edifícios mais antigos e ruas mais estreitas em alguns locais, mas de resto pareceu-me uma cidade com pouco interesse.
Continuámos direitos à praia. O caminho é muito bonito, saímos do centro de Den Haag e seguimos por uma estrada com árvores de um lado e do outro e uma zona relvada para encobrir os carris do eléctrico que faz a ligação entre Delft - Den Haag - Scheveningen (a praia). Achei uma boa ideia.
Quando chegámos à praia (tenho pena de não ter tirado fotos aos prédios), fiquei com a triste sensação que afinal o Algarve, ou melhor, o atentado arquitectónico que se fez no algarve e um pouco por todos os grandes centros balneares em Portugal, não é algo apenas nosso. Ainda que tenhamos um primeiro ministro com excelentes dotes arquitectónicos. Estava na Holanda mas parecia que estava a passear na marginal de Montegordo, ou de Lagos ou de Sesimbra, com os enormes mamarrachos, ocupados apenas no verão e nos fins-de-semana solarengos, com os restaurantes de praia, com sea food, grilled fish, milk shakes, com as lojas que vendem… o que é que vendem mesmo? Toalhas com tubarões misturados com a bandeira do país, búzios azuis, verdes, amarelos, quadrados, colares, anéis, postais com mulheres e homens saudáveis de mamas e músculos ao léu, roupa interior.
Só me perguntava: “O que é isto?”. Esta cultura pós-moderna é universal. É a globalização…
Perguntei ao Daniele se havia disto em Itália e ele disse: “Sim… Há em todo o lado!”.
Enfim, sempre tínhamos um enorme areal e podíamos ir para lá de olhos fechados e só olhar para o mar. Assim fizémos. Passeámos pelo areal, que era mesmo a perder de vista.
A parte positiva é que o crime arquitectónico não se estendia por uma área gigantesca, estava até muito concentrado em frente ao pontão que avançava para o mar imponente.
Fomos até ao final do pontão, podem ver aqui uma imagem do Google Maps:
Era bastante estranho, como todas as contruções muito perto do mar e ainda mais as que se encontram dentro dele. Parece um pouco uma invasão do Homem num meio que não é o seu. Parece um pouco desgarrado, qual barco encalhado.
Demos ainda mais umas volta pela zona sem prédios e voltámos para casa.
Feitas as contas, pedalámos cerca de 35km e andámos a pé mais uns 10km. Como sou uma flor de estufa, cheguei a casa e não me mexi mais.
Para a galeria completa de imagens, cliquem aqui.
P.S.: A Ana chega amanhã!
February 6th, 2008 at 10:00 pm
Heya,
Obrigado pela tua ideia de alertas de voos actualizados. So me falta a fonte agora. A tua escrita das tuas experiencias e’ fixe. No entanto, o teu post sensaborao em ingles sobre sshfs interessou-me bastante tambem
February 20th, 2008 at 6:43 pm
Afinal o Carnaval é assim a modos que parecido com o tradicional Português… sim não é aquele do Samba e Sol e calor que endam a tentar dizer que é “tradicional”!!!
Lolol…
February 11th, 2011 at 2:28 pm
Portugal har väldigt många mysiga och trevliag turiststäder såsom Porto. Åker man till Madeira så bör man besöka Funchal.